O crítico musical não pode falar «apenas» de música. Tem de furar as redomas que a protegem e que naturalizam as suas funções actuais – entreter, vender, divertir, educar, decorar, estimular, dominar, emancipar. Tem de pô-la em perspectiva com a sociedade, reflectindo sobre as condições da sua produção e os seus resultados, desenredando os mil fios que ligam música e política, desde as condições materiais da sua realização às visões que transporta.

A música cria sempre pontes com o que somos, com as formas como pensamos e vivemos. Essas pontes desenham-se em várias direcções e em diferentes momentos: na criação musical, na interpretação, na escuta. Antes, durante e depois. A crítica musical é um dos fios de ligação a esses diversos tempos da música feita, da música fazendo-se.

Quando a música se faz: textos de crítica musical
Preço de venda: 14,40 € Preço original: 16,00 €

O crítico musical não pode falar «apenas» de música. Tem de furar as redomas que a protegem e que naturalizam as suas funções actuais – entreter, vender, divertir, educar, decorar, estimular, dominar, emancipar. Tem de pô-la em perspectiva com a sociedade, reflectindo sobre as condições da sua produção e os seus resultados, desenredando os mil fios que ligam música e política, desde as condições materiais da sua realização às visões que transporta.

A música cria sempre pontes com o que somos, com as formas como pensamos e vivemos. Essas pontes desenham-se em várias direcções e em diferentes momentos: na criação musical, na interpretação, na escuta. Antes, durante e depois. A crítica musical é um dos fios de ligação a esses diversos tempos da música feita, da música fazendo-se.

Autor: Pedro Boléo

Abertura: Mário Vieira de Carvalho

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

Fora de Jogo (2026)

Zona de impacto: surf e patrimonialização do mar na Ericeira Zona de impacto: surf e patrimonialização do mar na Ericeira
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Zona de impacto: surf e patrimonialização do mar na Ericeira
Preço de venda: 15,30 € Preço original: 17,00 €

Este livro analisa a transformação da vila da Ericeira após a atribuição do título de Reserva Mundial de Surf em 2011, refletindo sobre os processos contemporâneos de patrimonialização do mar em Portugal. Baseado numa investigação antropológica, revela como a prática do surf, promovida por políticas nacionais e europeias, se tornou o motor do desenvolvimento local. Entre ondas e redes, discutem-se as continuidades e rupturas entre passado e presente e observam-se as tensões, resistências e adaptações de surfistas, pescadores e instituições locais perante os desafios de conciliar desenvolvimento económico, preservação ambiental e bem-estar social. Propõe, então, uma reflexão crítica sobre o impacto do turismo de surf, os discursos globais sobre património marítimo e as respostas locais, convidando a repensar o futuro das comunidades costeiras.

Autora: Vera Azevedo

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

E. P. Thompson: Protesta e Sobrevive E. P. Thompson: Protesta e Sobrevive
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E. P. Thompson: Protesta e Sobrevive
Preço de venda: 13,50 € Preço original: 15,00 €

Este é um livro sobre um intelectual público em ação, cuja escrita urgente se vincula aos questionamentos críticos do seu tempo e à elaboração de sua obra historiográfica. Edward Palmer Thompson (1924-1993), historiador inglês, foi leitor e autor de panfletos de protesto e de um permanente chamado à mobilização e à transformação social. Neste livro, Thompson denunciou a "reativação da atividade fascista" que avançava no pós-guerra e as políticas de "extermínio" concretizadas na escalada armamentista dos anos 1980, com consequências para a existência da humanidade. A tríade de temas tratados por Thompson nesta obra - o fascismo, o armamentismo e o capitalismo - está inegavelmente relacionada com a conjuntura política em que este livro é lançado. Se a publicação da sua primeira edição foi um gesto de luta universitária contra a ação de grupos de expressão fascista no Brasil, esta segunda edição, em 2025, ocorre num período marcado pela corrida às armas e às tecnologias de extermínio - que atingiram um ponto dramático nas práticas de genocídio em curso na Palestina - e à tensão expectante de novos (e evitáveis) conflitos globais.

Tempo, capitalismo e classe Tempo, capitalismo e classe
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Tempo, capitalismo e classe
Preço de venda: 12,60 € Preço original: 14,00 €

Este livro junta dois textos do historiador britânico E. P. Thompson (1924-1993). O primeiro é o conhecido artigo sobre os usos sociais e históricos do tempo, O Tempo, a Disciplina do Trabalho e o Capitalismo Industrial, no qual se refere ao modo como o capitalismo reinventou o tempo, calculado pela disseminação do relógio, e ajustado aos objetivos dos sistemas de produção industrial, à ordem da “fábrica”, da divisão do trabalho, da produtividade medida em horas. Mas esta nova organização não se impôs sem resistências e adaptações, tanto as inspiradas em padrões culturais e repertórios antigos, como as que expressavam a adoção de novas formas de luta política. No segundo texto - A Sociedade Inglesa no Século XVIII: luta de classes sem classes? , Thompson reavalia o uso do conceito de classe, quinze anos depois de A Formação da Classe Operária Inglesa. Contra interpretações esquemáticas do conceito, que esvaziavam o processo histórico, as suas dinâmicas de transição e o papel dos indivíduos na construção da sua história individual e coletiva, Thompson considera a noção fundamental para identificar padrões de socialização, de prática e representação do mundo, para decifrar a configuração do poder e a estrutura social, a base dos antagonismos sociais e o primado das lutas como fundamento da mudança e da construção dos grupos.

Análise de alguns tipos de resistência Análise de alguns tipos de resistência
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Análise de alguns tipos de resistência
Preço de venda: 12,60 € Preço original: 14,00 €

Proferidas num seminário de formação de quadros do PAIGC em 1969, estas intervenções de Amílcar Cabral tornaram-se num dos seus textos mais difundidos e citados, sistematizando um entendimento da resistência política, económica, cultural e armada então em curso na Guiné-Bissau.

Esta edição inclui uma versão revista da tradução original do crioulo para o português e análises do conteúdo, contexto e ressonância actual do texto por Carlos Cardoso, Inês Galvão, José Neves, Raúl Mendes Fernandes e Rui Lopes.

Edição Revista e Comentada

O anarquismo e a arte de governar. Portugal (1890-1930) O anarquismo e a arte de governar. Portugal (1890-1930)
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O anarquismo e a arte de governar. Portugal (1890-1930)
Preço de venda: 13,50 € Preço original: 15,00 €

O anarquismo foi uma das culturas políticas mais activas na sociedade portuguesa das primeiras décadas do século XX. No seu projecto de ruptura radical com as instituições dominantes, gerou novos saberes e práticas e dialogou com os paradigmas científicos, administrativos e políticos que procuravam conhecer e governar a população. Este livro pretende contribuir para o conhecimento do anarquismo e da sua inserção na sociedade portuguesa. Para isso, foca-se nos saberes, discursos, práticas e técnicas que serviram a constituição de um sujeito anarquista na sua relação consigo e com a sociedade. No fundo, procura perceber que tipo de actor social o anarquismo procurou produzir para concretizar o seu projecto de transformação social e política, tornando possível a milhares de pessoas imaginar um mundo “sem deuses nem amos”, fundado na solidariedade, na liberdade individual e na igualdade social.

Autor: Diogo Duarte

Prefácio: José Neves

Fora de Jogo | 2024

Diogo Duarte | É doutorado em história contemporânea e mestre em antropologia. Trabalha sobre violência anticlerical na I República portuguesa e sobre a história do anarquismo em Portugal. É actualmente investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

A Fronteira no Aeroporto. Uma Etnografia do Estado A Fronteira no Aeroporto. Uma Etnografia do Estado
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A Fronteira no Aeroporto. Uma Etnografia do Estado
Preço de venda: 16,20 € Preço original: 18,00 €

Este livro ocupa-se do estudo das fronteiras do estado e do seu governo e resulta de uma pesquisa etnográfica de longa duração num aeroporto em Portugal, junto da instituição que, até 2023, centralizou em si o controlo da mobilidade: o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Analisando a forma como o estado português governa a sua fronteira e a mobilidade através dela, foca-se nas políticas e nas práticas de controlo e nos procedimentos, mecanismos e dispositivos que permitem, ou não, o acesso dos viajantes a Portugal e à Europa. Para examinar o modo como o controlo dos viajantes é pensado e operacionalizado, é necessário compreender que o SEF ocupa uma posição relacional dentro das várias hierarquias, formais e informais, que operam dentro e fora do aeroporto. Por um lado, a ação dos inspetores no terreno é moldada pelas políticas do estado em relação à imigração, mas também por interesses privados, bem como pelos recursos humanos e materiais disponíveis. Por outro, a seleção realizada à entrada do país envolve um vasto espectro de subjetividades em relação, o que torna contingente o processo de decisão. Assim, a autonomia considerável dos inspetores deve ser considerada à luz das políticas nacionais e europeias que condicionam as mobilidades para dentro do país e do continente.

Autora: Mafalda Carapeto

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

A cidade neoliberal. Conflito e arte em Lisboa e em Barcelona A cidade neoliberal. Conflito e arte em Lisboa e em Barcelona
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A cidade neoliberal. Conflito e arte em Lisboa e em Barcelona
Preço de venda: 13,50 € Preço original: 15,00 €

Este livro investiga as transformações na cidade contemporânea produzidas pelo projeto neoliberal. Os bairros da Mouraria, em Lisboa, e do Raval, em Barcelona, foram os casos escolhidos para interpretar este processo. Contribuindo para reforçar lógicas de desigualdade e homogeneização social nos espaços urbanos, este projeto neoliberal procura criar espaços normalizados, dirigidos ao consumidor, e onde o conflito, base de criação de um espaço público participativo, é concebido como um obstáculo a planos de urbanização assentes numa razão económica específica. A ausência de conflito, no entanto, contribui para produzir um sistema urbano rígido e uniforme, já visível nas cidades contemporâneas. Porém, outros espaços resistem a este processo, conseguindo produzir novas urbanidades, e um sistema elástico, no qual o conflito, a participação e a discussão surgem como condição para desencadear dinâmicas de transformação e inovação sócio-territorial. Na análise deste processo urbano contemporâneo, o estudo das práticas artísticas permite perceber a instrumentalização das práticas e dos espaços artísticos pelo projeto neoliberal mas, também, o seu potencial para criar resistências a este processo e novas possibilidades de construção do urbano.

Memórias de um caçador de lixo Memórias de um caçador de lixo
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Memórias de um caçador de lixo
Preço de venda: 11,70 € Preço original: 13,00 €

As memórias de Celso Mussane sobre o último período da presença portuguesa na capital de Moçambique oferecem um relato cru da vida quotidana nos bairros suburbanos da cidade, nomeadamente da icónica Mafalala, onde viveu. Da periferia, Mussane conta uma experiência, em muitos aspetos comum à da maioria da população africana local, marcada pela violência, a exploração laboral, a discriminação racial e por carências económicas básicas. A sua narrativa dialoga criticamente com representações contemporâneas deste passado, tanto as que em Moçambique submetem a história do subúrbio, e em especial da Mafalala, onde viveram Samora, Craveirinha e Eusébio, a uma narrativa centrada na resistência política e cultural, como as que a partir de Portugal insistem em retratar Maputo colonial como um paraíso moderno e harmonioso criado pelos europeus, e entretanto perdido. 

O Mundo de Amílcar Cabral O Mundo de Amílcar Cabral
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O Mundo de Amílcar Cabral
Preço de venda: 12,60 € Preço original: 14,00 €

Líder da luta pela independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, a figura de Amílcar Cabral é indissociável da história desses países, bem como da história de Portugal e da história global das revoluções então em curso no chamado Sul Global. A sua área de influência estendeu-se muito para lá das fronteiras das colónias portuguesas, seja através das múltiplas viagens do próprio Cabral, seja através da circulação mundial das suas ideias e palavras em livros, filmes, entrevistas e discursos difundidos pela imprensa, rádios e televisões de vários países, forjando solidariedades da China aos Estados Unidos da América, da Tanzânia à Checoslováquia.

Neste livro, pela mão de quem o estudou e de seus contemporâneos, o leitor é levado a percorrer a história e a atualidade de países tão diversos como Cuba, França, Suécia e Argélia, entre outros cuja trajetória se cruzou com a de Cabral. O livro é assim um importante contributo para compreendermos a queda do Império Português, mas também a viragem pós-colonial do mundo contemporâneo.

Libertar o futuro. Textos políticos 1916-1926 Libertar o futuro. Textos políticos 1916-1926
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Libertar o futuro. Textos políticos 1916-1926
Preço de venda: 13,50 € Preço original: 15,00 €

Uma curiosa ironia da história levou a que os textos que garantiram, a seu tempo, a reputação pública de Antonio Gramsci e que, por fim, contribuíram para a sua prisão, sejam hoje em dia menos conhecidos do que as obras redigidas na clausura da prisão. Os textos reunidos nesta antologia trazem o sabor da atualidade; a atualidade sendo aqui o tempo compreendido entre 1916 e 1926, em que se sucederam as tragédias e equívocos da Grande Guerra, as ilusões e reveses dos movimentos populares do pós-guerra e a emergência furiosa do fascismo nos anos 1920. Seja pela polémica, seja pela crítica, Antonio Gramsci acompanha todas estas vicissitudes da história italiana e europeia, comentando a Revolução Russa ou sistematizando as lições dos conselhos operários de Turim, debatendo com Mussolini ou verberando as anquilosadas estruturas sindicais da época.

Autor: Antonio Gramsci

Selecção e introdução: Bruno Monteiro

Revisão e notas finais: Franco Tomassoni

Fora de Jogo | 2024

Um século rampa acima. Uma história popular e política do ciclismo Um século rampa acima. Uma história popular e política do ciclismo
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Um século rampa acima. Uma história popular e política do ciclismo
Preço de venda: 13,50 € Preço original: 15,00 €

Embora as suas origens sejam anteriores, a bicicleta tornou-se no século XX um dos veículos de transporte individual mais usados em todo o mundo e o ciclismo um dos desportos mais populares. De uma forma ou de outra, este desporto está associado a alguns dos mais importantes acontecimentos sociais e políticos da história contemporânea: desde o surgimento da Volta à França, à sombra do caso Dreyfus, até ao processo de construção europeia, passando pela independência da Irlanda, a Guerra Civil Espanhola, a luta contra o colonialismo europeu, a Guerra Fria, o Maio de 68 ou a queda da Cortina de Ferro. Neste livro, Ramon Usall propõe-nos uma viagem de quarenta capítulos – ou melhor, de quarenta etapas – que percorrem o século passado e mostram como o ciclismo é também uma metáfora da existência humana que nos ajuda a compreender a realidade que nos rodeia. 

Autor: Ramon Usall

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

Gaia e Filosofia Gaia e Filosofia
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Gaia e Filosofia
Preço de venda: 10,80 € Preço original: 12,00 €

A teoria da endossimbiose avançada por Lynn Margulis (1938-2011) é hoje amplamente aceite e faz parte dos manuais de biologia, mas foram precisas quinze ou mais rejeições de revistas científicas de renome para que o seu artigo sobre a origem das células eucariotas fosse finalmente publicado. Nos anos 1970, Margulis trabalhou com James Lovelock na hipótese de Gaia, segundo a qual a Terra funciona como um organismo vivo, no qual todos os elementos interagem e se adaptam, criando mecanismos de autorregulação propícios à existência da vida. O nome Gaia foi proposto pelo escritor William Golding durante um passeio com Lovelock. Anos mais tarde, Lovelock conta que o nome que ouviu inicialmente foi Gyre e não Gaia, deixando para sempre a questão: será que se, ao invés de Gaia, discutíssemos Gyre, longe das suas conotações new age, a sua receção seria diferente? Margulis era mãe e mulher, e isso não é de somenos no panorama das ciências, antes e hoje. O seu entendimento sobre a vida, dentro e fora da academia, não passou despercebido a todos e todas que cruzaram o seu caminho: a busca pela colaboração, incluindo na sua escrita, com Dorion Sagan, filho mais velho; o seu ânimo em sair do laboratório e o seu pragmatismo na abordagem dos seus sujeitos preferidos, as bactérias; enfim, o seu fascínio pelas narrativas sobre o pensamento coletivo e a mudança societal.

O Design em Portugal. Trabalho e Economia Criativa O Design em Portugal. Trabalho e Economia Criativa
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O Design em Portugal. Trabalho e Economia Criativa
Preço de venda: 14,40 € Preço original: 16,00 €

Este livro ocupa-se do trabalho criativo, centrando-se num domínio exemplar do Setor Cultural e Criativo e, em sentido mais amplo, da economia criativa: o design gráfico e de comunicação.

A história do design em Portugal permite investigar o desenvolvimento de esferas de produção e de trabalho que são fundamentais na organização socioeconómica contemporânea. Esta obra revela como esta é uma área diversa e heterogénea, com discursos, contextos e práticas profissionais que se transformaram ao longo do tempo.

Demonstra, ainda, como a lógica de constituição deste universo particular da economia criativa, qualificado e simbolicamente reconhecido, assentou na disseminação de uma ideologia sobre as relações de trabalho, em geral envolta numa retórica sedutora, em que predominam a precariedade e os mecanismos de autoexploração, enquadrados e legitimados pela evolução das políticas públicas para este setor.

Autor: Pedro Quintela ! Sociólogo, tem investigado sobre políticas culturais, cidades e culturas urbanas, intermediação e mediação cultural, subculturas urbanas, economia cultural e criativa. É investigador integrado do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto e consultor-coordenador da Quaternaire Portugal.

Do operário ao artista. Uma etnografia em contexto industrial no Vale do Ave. Do operário ao artista. Uma etnografia em contexto industrial no Vale do Ave.
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Do operário ao artista. Uma etnografia em contexto industrial no Vale do Ave.
Preço de venda: 10,00 € Preço original: 15,00 €

A promoção de fábricas criativas constitui- se como um reflexo das estratégias usadas para enfrentar o desafio das recentes transformações produtivas vividas a ocidente. No norte do país, uma antiga fábrica têxtil fortemente enraizada na memória coletiva local experimentou estas mudanças, no âmbito do desenvolvimento das designadas indústrias criativas e das lógicas de patrimonialização, integradas em programas de financiamento europeu. Partindo da recolha de histórias de vida laborais de antigos trabalhadores, bem como de deigners e gestores ligados à segunda vida da fábrica, este livro propõe uma etnografia do processo de desindustrialização em Portugal.

Autor: Mariana Rei

Apresentação: Paula Godinho

Posfácio: Virgílio Borges Pereira

Fora de Jogo | 2024

2ª ediçao

[Re]encantar o mapa: fantasmas, imaginários, prefigurações
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[Re]encantar o mapa: fantasmas, imaginários, prefigurações
Preço de venda: 12,00 € Preço original: 15,00 €

Reencantar o mapa significa questionar a razão cartográfica e desencadear uma outra imaginação através do poder evocativo, prefigurativo e estratégico do mapa como instrumento de produção de novas conexões afetivas, estéticas e políticas. Este trabalho coletivo apresenta um conjunto de reflexões e experiências radicais sobre o reencantamento cartográfico, através do olhar académico, ativista e artístico. Utilizando diferentes metodologias, abordagens e lugares, os capítulos demonstram as variadas potencialidades de representação e narrativa que o ato de mapear é capaz de produzir, seja através das coisas que registra e revela, seja do que silencia e não deixa ver, bem como das relações afetivas que consegue gerar. Os contributos e experiências navegam por diversos territórios físicos e etéreos, com especial prevalência das conexões entre Portugal e Brasil, sinalizando as ambivalências passadas e as perspectivas futuras das linhas traçadas entre esses países.

Organização: Gabriela Leal, Andrea Pavoni e Ricardo Campos

Fora de Jogo | 2024

Invertendo a bossa do camelo. Jorge Dias, a sua mulher, o seu intérprete e eu.
Preço de venda: 10,80 € Preço original: 12,00 €

Neste livro, Harry G. West propõe uma leitura crítica da obra de Jorge Dias e do lugar fundador que ocupa na antropologia portuguesa. A partir da análise do livro Os Macondes de Moçambique, West revela o contraste entre a imagem culturalista, harmoniosa e “tradicional” dos macondes construída pela etnografia clássica e a realidade social dinâmica do planalto de Mueda, marcada por mobilidades, conflitos, mudança política e circulação transnacional de ideias. O autor expõe uma tensão decisiva: aquilo que é silenciado na obra científica publicada surge com clareza nos relatórios confidenciais produzidos para a administração colonial, onde os mesmos sujeitos aparecem como agentes políticos, atravessando fronteiras, aderindo a redes nacionalistas e participando em processos de contestação ao poder colonial. Esta duplicidade permite a West mostrar como ciência e política se entrelaçam no contexto do Estado Novo, desmontando a ideia de uma autonomia disciplinar plenamente separada do poder. Mais do que um estudo sobre um autor ou uma obra, este livro é uma reflexão poderosa sobre os mecanismos de consagração científica, a construção dos cânones académicos e os silêncios estruturais da produção do conhecimento. Uma leitura indispensável para compreender as relações entre antropologia, colonialismo e poder em Portugal.

Autor: Harry G. West

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

Vale da Amoreira: história da cidade nas margens Vale da Amoreira: história da cidade nas margens
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Vale da Amoreira: história da cidade nas margens
Preço de venda: 22,50 € Preço original: 25,00 €

O livro reconstrói a formação do Vale da Amoreira como expressão das grandes transformações sociais, políticas e económicas do Portugal contemporâneo – e da Margem Sul de Lisboa em particular. Localizado no concelho da Moita, o bairro nasceu do cruzamento entre industrialização e império, êxodo rural e urbanização acelerada, migrações internas e fluxos populacionais associados à descolonização. Trabalhadores vindos do interior rural, retornados, refugiados e imigrantes africanos convergiram neste território nos anos 1970, num processo marcado pela precariedade das políticas públicas de habitação e pelo improviso das ocupações de casas.

Desde então, o Vale tornou-se palco de tensões entre abandono estatal e resposta popular, revelando como as periferias são muitas vezes reduzidas a territórios de contenção – estigmatizados e negligenciados – mas também continuamente reinventadas pelas práticas quotidianas, pelas redes de entreajuda e pela luta coletiva.

Coordenação: Elsa Peralta 

Fotografia: Bruno Simões Castanheira

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

PVP: 25€

O petróleo de Angola. Uma história colonial (1881-1974) O petróleo de Angola. Uma história colonial (1881-1974)
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O petróleo de Angola. Uma história colonial (1881-1974)
Preço de venda: 15,30 € Preço original: 17,00 €

O petróleo da Angola colonial representou uma das mais importantes atividades económicas imperiais e um dos maiores focos do investimento estrangeiro nos territórios portugueses. Apesar disto, tem sido um tema marginalizado pelos estudos sobre o colonialismo português tardio. A resposta a este silêncio é uma tarefa desafiante e difícil. Como investigar a trajetória imperial portuguesa a partir de um objeto quase desconhecido, poroso e não sempre plenamente decifrável? Este livro reconstrói as dinâmicas que envolveram a exploração do petróleo angolano, desde a primeira conceção de um programa extrativista para as colónias portuguesas em finais do século XIX, até ao embargo petrolífero de 1974. O seu programa de investigação examina as lutas internas à burocracia imperial, a limitação do poder português pela ação de investimentos privados internacionais e a relação destes com as grandes empresas privadas durante o Estado Novo. Descreve, ainda, de que forma a resistência à presença de multinacionais petrolíferas norte-americanas em Angola envolveu os movimentos de libertação das colónias portuguesas, o movimento negro nos EUA, o Partido Comunista Italiano e a Democracia Cristã italiana. Finalmente, analisa a atividade da diplomacia portuguesa e dos seus representantes em Nova Iorque, Washington e Roma na defesa destes investimentos internacionais, evidenciando, assim, a aliança de facto entre os interesses petrolíferos multinacionais e a manutenção do império colonial.

Prefácio de Diogo Ramada Curto

Um Louco, Leslie Kaplan Um Louco, Leslie Kaplan
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Um Louco, Leslie Kaplan
Preço de venda: 9,00 € Preço original: 10,00 €

A política é um assunto sério. Às vezes presta-se ao riso. E nós estávamos a viver um momento estranho, depois de um impostor ter usurpado o lugar, o papel, a figura, a imagem do Presidente da República. Ao fazê-lo, o impostor dá origem a um movimento que ganha dimensão nacional. Todos se apropriam da imagem do presidente. Basta vestir o figurino e usar da palavra. Acções, intervenções, novos partidos políticos, graffiti... Até os alunos da primária se envolvem e também eles escrevem nas paredes!

Leslie Kaplan propõe desta forma uma nova fábula política, na esteira da obra antecedente, Désordre (2019). Um texto muito sério e muito divertido, que parte da realidade francesa, mas discorre, na verdade, sobre a loucura do mundo em que vivemos.

Uma nova história do novo cinema português Uma nova história do novo cinema português
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Uma nova história do novo cinema português
Preço de venda: 10,00 € Preço original: 15,00 €

Este livro propõe uma reflexão sobre o cinema em Portugal durante o Estado Novo. Relaciona a oposição entre “velho cinema” e “novo cinema”, atendendo ao processo de internacionalização da cultura portuguesa e o seu impacto na circulação e apropriação artística e cultural. A introdução do conceito de “modo de produção” procura contribuir para uma revisão historiográfica deste tema, contrariando uma visão dominante que desconhece, desconfia ou ignora fontes históricas que são fundamentais para revelar as relações entre o poder político, a prática cultural e a indústria cinematográfica neste período.

Autor: Paulo Cunha

Fora de Jogo | 2024