O povo é quem mais ordena. A revolução dos cravos 1974-1976 O povo é quem mais ordena. A revolução dos cravos 1974-1976
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O povo é quem mais ordena. A revolução dos cravos 1974-1976
Preço de venda: 17,10 € Preço original: 19,00 €

Mais do que o derrube de uma ditadura pelo exército, a Revolução dos Cravos desencadeou uma profunda transformação económica, social, cultural e democrática em Portugal. Em 25 de Abril de 1974, jovens oficiais, apoiados por uma grande parte da população, derrubaram o Estado Novo, regime autoritário instaurado por António de Oliveira Salazar em 1933. A queda desta ditadura com mais de quarenta anos precipitou também o fim de um dos principais impérios coloniais europeus. O Povo é Quem mais Ordena aborda não só a dinâmica revolucionária, as tensões entre os partidos políticos e os militares e os receios diplomáticos internacionais que a revolução provocou, mas também os diferentes movimentos sociais que tentaram transformar radicalmente a sociedade portuguesa. Trata-se de uma síntese atualizada sobre o processo revolucionário português, que pensa em conjunto elementos que raramente são analisados de forma integrada.

Autor: Victor Pereira

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

Fora de Jogo (2026)

A Fronteira no Aeroporto. Uma Etnografia do Estado A Fronteira no Aeroporto. Uma Etnografia do Estado
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A Fronteira no Aeroporto. Uma Etnografia do Estado
Preço de venda: 16,20 € Preço original: 18,00 €

Este livro ocupa-se do estudo das fronteiras do estado e do seu governo e resulta de uma pesquisa etnográfica de longa duração num aeroporto em Portugal, junto da instituição que, até 2023, centralizou em si o controlo da mobilidade: o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Analisando a forma como o estado português governa a sua fronteira e a mobilidade através dela, foca-se nas políticas e nas práticas de controlo e nos procedimentos, mecanismos e dispositivos que permitem, ou não, o acesso dos viajantes a Portugal e à Europa. Para examinar o modo como o controlo dos viajantes é pensado e operacionalizado, é necessário compreender que o SEF ocupa uma posição relacional dentro das várias hierarquias, formais e informais, que operam dentro e fora do aeroporto. Por um lado, a ação dos inspetores no terreno é moldada pelas políticas do estado em relação à imigração, mas também por interesses privados, bem como pelos recursos humanos e materiais disponíveis. Por outro, a seleção realizada à entrada do país envolve um vasto espectro de subjetividades em relação, o que torna contingente o processo de decisão. Assim, a autonomia considerável dos inspetores deve ser considerada à luz das políticas nacionais e europeias que condicionam as mobilidades para dentro do país e do continente.

Autora: Mafalda Carapeto

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

Vale da Amoreira. Stórias di sidadi na marjens Vale da Amoreira. Stórias di sidadi na marjens
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Vale da Amoreira. Stórias di sidadi na marjens
Preço de venda: 13,50 € Preço original: 15,00 €

Es livru nanse di un spasu y di un tenpu. E nanse di Vale da Amoreira, bairu ki foi labantadu na Marjen Sul di Teju, entri sidadi y fábrika, entri kanpu y mar. E nanse nes mumentu ki markas di pasadu kolonial ta kontinua ta trabesa, di forma invizivel, mas pirsistenti, manera komu nu ta odja pa bairus, pesoas y stórias ki ta abita periferias urbanu. Nun país undi dibati sobri eransa kolonial ta kontinua frikuentimenti silensiadu, y undi periferias e tratadu komu prublemas pa rizolve, es livru ta prupoi un narativa ankoradu na vozis di ken ki ta mora na tiritoriu y ki ta rikonhese valor di saberis konstruidu na vizinhansa, na asosiasons, na skolas y na spasus públiku. Un narativa ki ta afirma ki direitu a sidadi e inseparavel di direitu a mimória, a diginidadi y a djustisa.

Bairus sima Vale da Amoreira e kuazi senpri difinidu pa akilu ki ta falta-s: abitason diginu, ikipamentus, suguransa, “integrason”. Es e riprizentadu komu tiritorius di marjen, abitadu pa “subsidadon”, asosiadus a pobreza, konsumu di droga, a violensia. Lugaris undi, pa txeu genti, “ka ta entradu”. Es livru ta prupoi un oliar diferenti. Sen nega karensias, e ta odja es bairus komu spasus xeiu di stória — y di stórias. Stórias di migrason, di sobrivivensia, di trabadju, di kudadu y di luta. Stórias di ken ki ben di Norti rural y di Alenteju, di ken ki txiga di antigus kolonia na tenpu di diskolonizason, di ken ki trabesa fronteras y kulturas pa djobe un vida midjor. Stórias k’e tanbe Stória di Purtugal, mesmu oki ta insistidu na koloka-s na marjen.


[PT] Este livro nasce de um espaço e de um tempo. Nasce do Vale da Amoreira, bairro que foi erguido na margem sul do Tejo, entre cidade e fábrica, entre campo e mar. E nasce num momento em que as marcas do passado colonial continuam a atravessar, de forma invisível, mas persistente, a maneira como olhamos para bairros, pessoas e histórias que habitam as periferias urbanas. Num país onde o debate sobre a herança colonial continua frequentemente silenciado e onde as periferias são tratadas como problemas a resolver, este livro propõe uma narrativa ancorada nas vozes de quem vive no território e que reconhece o valor dos saberes construídos na vizinhança, nas associações, nas escolas e nos espaços públicos. Uma narrativa que afirma que o direito à cidade é inseparável do direito à memória, à dignidade e à justiça.

Bairros como o Vale da Amoreira são quase sempre definidos por aquilo que lhes falta: habitação digna, equipamentos, segurança, “integração”. São representados como territórios de margem, habitados por “subcidadãos”, associados à pobreza, ao consumo de droga e à violência. Lugares onde, para muitas pessoas, “não se entra”. Este livro propõe um olhar diferente. Sem negar as carências, olha para estes bairros como espaços cheios de história — e de histórias. Histórias de migração, de sobrevivência, de trabalho, de cuidado e de luta. Histórias de quem veio do Norte rural e do Alentejo, de quem chegou das antigas colónias no tempo da descolonização, de quem atravessa fronteiras e culturas em busca de uma vida melhor. Histórias que são também História de Portugal, mesmo quando se insiste em colocá-las à margem.


Coordenação: Elsa Peralta

Fotografias: Bruno Simões Castanheira

Tradução para caboverdiano: Max Ruben Ramos

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz

Fora de Jogo (2026)

Invertendo a bossa do camelo. Jorge Dias, a sua mulher, o seu intérprete e eu.
Preço de venda: 10,80 € Preço original: 12,00 €

Neste livro, Harry G. West propõe uma leitura crítica da obra de Jorge Dias e do lugar fundador que ocupa na antropologia portuguesa. A partir da análise do livro Os Macondes de Moçambique, West revela o contraste entre a imagem culturalista, harmoniosa e “tradicional” dos macondes construída pela etnografia clássica e a realidade social dinâmica do planalto de Mueda, marcada por mobilidades, conflitos, mudança política e circulação transnacional de ideias. O autor expõe uma tensão decisiva: aquilo que é silenciado na obra científica publicada surge com clareza nos relatórios confidenciais produzidos para a administração colonial, onde os mesmos sujeitos aparecem como agentes políticos, atravessando fronteiras, aderindo a redes nacionalistas e participando em processos de contestação ao poder colonial. Esta duplicidade permite a West mostrar como ciência e política se entrelaçam no contexto do Estado Novo, desmontando a ideia de uma autonomia disciplinar plenamente separada do poder. Mais do que um estudo sobre um autor ou uma obra, este livro é uma reflexão poderosa sobre os mecanismos de consagração científica, a construção dos cânones académicos e os silêncios estruturais da produção do conhecimento. Uma leitura indispensável para compreender as relações entre antropologia, colonialismo e poder em Portugal.

Autor: Harry G. West

Layout gráfico, capa e paginação: André Luz